O trabalho cinematográfico de Agnès Varda (1928-2019), pioneira da Nouvelle Vague e figura incontornável do cinema francês independente, sempre esteve proximamente ligado à complexidade da experiência feminina. Demonstrando empatia e carinho para com as suas personagens, mas também uma determinação ardente para que a voz artística fosse reconhecida, Varda sempre lutou para que os retratos… Continue lendo O legado feminista de Agnès Varda em “L’une chante, l’autre pas” (1977)
“Wolfwalkers” (2020) e o legado celta do Cartoon Saloon
* disponível na Apple TV+ * Co-realizado por Ross Stewart, Wolfwalkers é o terceiro filme de Tomm Moore para o seu estúdio irlandês Cartoon Saloon. Juntamente com The Secret of Kells (2009, co-dirigido por Nora Twomey) e Song of the Sea (2014), formam uma tríade cinematográfica baseada na mitologia celta e no folclore irlandês. Com… Continue lendo “Wolfwalkers” (2020) e o legado celta do Cartoon Saloon
Wes Anderson e a viagem em “The Darjeeling Limited” (2007)
*O texto contém spoilers* Wes Anderson desenvolveu, desde novo, uma afeção pelo cinema, fazendo pequenos filmes com uma câmara Super 8, filmando-se a si e aos seus irmãos. Mais tarde, influenciado pelo espírito inovador da nova vaga francesa, Anderson estabelece uma ligação com o cinema independente norte-americano, aparecendo numa altura em que havia uma necessidade… Continue lendo Wes Anderson e a viagem em “The Darjeeling Limited” (2007)
Jonas Mekas, um cineasta que quebra fronteiras
Jonas Mekas nasceu em 1922, em Semeniskiai, na Lituânia. Foi poeta, cineasta e artista, sendo, por muitos, conhecido como o "padrinho do cinema de vanguarda americano". Deixou-nos uma bagagem que percorre um vasto e diversificado património cultural, abrangendo as mais variadas expressões artísticas. Nunca foi uma pessoa de uma arte só, mas quis sempre explorar… Continue lendo Jonas Mekas, um cineasta que quebra fronteiras
“Mank” (2020). Dar voz às personagens secundárias
O mais recente filme de David Fincher aparece rodeado de controvérsia. Alguns críticos dirão que não está ao nível de Se7en ou Fight Club e que se trata de um filme algo esquecível da sua filmografia. Outros dirão que é um filme em que Fincher tenta resolver o complexo edipiano em relação a Orson Welles,… Continue lendo “Mank” (2020). Dar voz às personagens secundárias
O gesto de amor de Cláudia Varejão
“Não será a isto que vocês aspiram – a identificarem-se o mais possível um ao outro, de forma a não mais se separarem noite e dia? Se é essa a vossa aspiração, estou disposto a fundir-vos e soldar-vos numa só peça, de tal modo que, em vez de dois, passem a ser um só.” Amor… Continue lendo O gesto de amor de Cláudia Varejão
The one where Nucivo celebrates Christmas!
The Polar Express (2004), Robert Zemeckis It's a magic carpet on a rail / Never takes a rest / Flying through the mountains and the snow / You can ride for free and join the fun / If you just say yes! / 'Cause that's the way things happen / On the Polar Express! Todos… Continue lendo The one where Nucivo celebrates Christmas!
A estreia intimista de Viggo Mortensen enquanto realizador
Falling (2020) teve a sua antestreia nacional no Teatro Tivoli BBVA (dentro da programação do LEFFEST), com a presença do ator e realizador Viggo Mortensen. Segundo o próprio na conversa que se seguiu ao filme, a ideia para este drama familiar tão pessoal (que marca a sua primeira longa metragem) apareceu-lhe no funeral da sua… Continue lendo A estreia intimista de Viggo Mortensen enquanto realizador
Reflexão sobre o passado de “Smoke Signals” (1998)
(Este texto foi escrito como parte do meu projecto de final de curso, supervisionado pelo professor José Duarte. Sofreu algumas alterações. Spoilers para Smoke Signals.) Baseado no livro The Lone Ranger and Tonto Fistfight in Heaven (1993) de Sherman Alexie, que também escreveu o argumento do filme, Smoke Signals (1998), realizado por Chris Eyre, relata… Continue lendo Reflexão sobre o passado de “Smoke Signals” (1998)
Catarses femininas através do paganismo em “The Witch” (2015) e “Midsommar” (2019)
*contém spoilers* Dois dos realizadores mais proeminentes no panorama atual do cinema de terror são, sem dúvida, Ari Aster e Robert Eggers. Ambos têm contribuído para a afirmação da A24 como uma das produtoras independentes mais bem sucedidas da atualidade. Por um lado, Eggers estreou-se com The Witch em 2015, uma narrativa de época sobre… Continue lendo Catarses femininas através do paganismo em “The Witch” (2015) e “Midsommar” (2019)